Ela mandou o primeiro e-mail pro RH às 10h da manhã. O assunto era: “Comportamento inadequado da liderança”.

Detalhou tudo:

As piadas sobre sua aparĂȘncia em reuniĂ”es no Zoom:
“vocĂȘ tĂĄ arrumada assim pra quem?”
“não precisa de filtro, já tá bonita demais pra ser analista
”

As mensagens no WhatsApp chegavam Ă s 22h, 23h
 com “urgĂȘncias” que magicamente podiam esperar o dia seguinte.
Mas claro, ele PRECISAVA mostrar que estava trabalhando. E que ela também devia estar.

As cobranças no Slack, sempre no canal da equipe
 com caps lock, marcaçÔes em pĂșblico e frases como:
“Se vocĂȘ quer continuar nesse projeto, sabe o que precisa fazer.”

Todo mundo via.
Mas ninguém dizia NADA.
E o silĂȘncio tambĂ©m pesa.

Sabe o que ela recebeu?

Uma resposta automĂĄtica do RH:
“Obrigada pelo contato. Em breve retornaremos.”

Dois dias depois, nada

Na semana seguinte, perguntou no Slack:
“Oi, alguma atualização sobre meu relato?”

SilĂȘncio.

Na outra, veio a demissĂŁo.
Sem justificativa.
Sem retorno.
Sem acolhimento.

O assédio foi apresentado. E ignorado.
A empresa leu.
Arquivou.
E seguiu com o abusador sorrindo nas reuniÔes de segunda.

VocĂȘ nĂŁo tem que aceitar isso calada. E nĂŁo precisa enfrentar isso sozinha. đŸ«‚