Aprendi com meu pai a lição: saber servir

Este é meu pai, Luiz Gilberto Garrido, já falecido, com o rei Pelé, em um vôo pela saudosa VARIG. Neste dia, devido a qualidade do atendimento a bordo, o Pelé, além de tirar esta foto, e fazer mais um fã feliz, meu pai, lhe deu a sua medalha. Meu pai perguntou: mas por que Pelé? E ele respondeu: saber servir.

Meu pai partiu repentinamente, aos 35 anos, 10 dias antes do seu aniversário, em que iria completar 36 anos. Lembro deste dia como se fosse ontem. Aquele dia qualquer, em que a tragédia entra pela porta da nossa vida. Em uma manhã, no dia 15 de fevereiro de 1982, ele deixou uma esposa viúva, duas filhas gêmeas, de 6 anos, e meu irmão, um bebê recém nascido de 6 meses. Tudo pelo erro de um motorista de caminhão. Porque as pessoas, até hoje, simplesmente não seguem as regras de trânsito.

E isso me perturbou, fiquei com minha mãe entrevada em uma cama por 1 ano, até se recuperar das fraturas, em um Brasil de inflação alucinante, em que precisava criar 3 filhos, agora sozinha, e não recebeu nenhum centavo de indenização, pois pegou um péssimo advogado, na época, que perdeu o caso.

Mas, são estas coisas que nos fortalecem, que formam nosso caráter, nos dão determinação. E, até hoje, sou grata por três coisas: pude me despedir do meu pai antes dele entrar no carro; não entrei no carro; e aprendi a lição “saber servir“.

Faço esta homenagem a dois grandes homens, por seu exemplo em vida e mesmo após a morte.

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