As organizações celebram a vulnerabilidade na teoria. Criam espaços para "falar abertamente", pedem feedback real, dizem querer ouvir o que não está a funcionar.
Mas quando alguém fala mesmo, sem filtros (com assertividade), sem o relatório arrumado, sem o "e aqui está a solução" no final, o desconforto é imediato.
De repente é falta de postura. É não saber comunicar. Não é bem o momento.
O que a maioria das organizações quer, na verdade, é uma autenticidade editada. A chamada honestidade com resolução incluída. Problemas que já foram processados e embalados antes de chegarem à mesa.
E isso não é uma cultura de abertura. É uma gestão de aparências com vocabulário de psicologia positiva.
E enquanto as equipas aprenderem que o que se diz nas reuniões e o que se penaliza nos corredores são coisas diferentes, vão continuar a dizer o que é seguro em vez do que é verdade.
O custo não é para a empresa. É para as pessoas que um dia decidiram ser honestas e perceberam o que isso custava. ⛔