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Nathália  Fernandes 🏳️‍⚧️

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Best Posts by Nathália Fernandes 🏳️‍⚧️ on LinkedIn

Essa é uma discussão que para entrar tem que ter “lugar de fala” 😅

Sejamos sinceros: quem gosta de pegar transporte público lotado e chegar suado e humilhado no trabalho?

Na pandemia, quando o trabalho remoto era a única saída para manter funcionando as atividades de muitas empresas, endeusavam o home office.

Passamos a viver o “novo normal” e muito se falou sobre os novos modelos de trabalho, mas parece que já estão querendo retornar aos “moldes antigos”.

Acho hilário quando vejo uma galera que nunca pegou ou não pega transporte público levantando a bandeira do “o home office precisa acabar”.

Faz sentido?

O engajamento de qualquer pessoa é infinitamente maior quando ela não precisa se preocupar com horas em transporte público, chegar suada e amassada no trabalho ou passar perrengue do tipo “o ônibus quebrou”.

Fora a possibilidade de ter um equilíbrio maior entre a vida pessoal e profissional.

Se a natureza da função permite e a pessoa concorda, não faz sentido exigir a volta ao escritório.

Algumas empresas já entenderam isso e estão saindo na frente….
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Começa em nós as mudanças que queremos ver no outro.
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Nunca imaginei que uma prótese de silicone fosse incomodar tanto

Ontem, fiz um post nesta rede para celebrar uma conquista, que olha só: foi alcançada graças ao meu trabalho.

Muitos comentários elogiando e celebrando, mas tiveram também alguns ataques transfóbicos, incluindo emoji de nojo, e chegaram até a insinuar que eu estava seminua.

O que, de fato, incomodou vocês?

Minha cirurgia? Não!

O que incomodou essa parcela foi o fato de uma mulher trans estar em posição humanizada e compartilhando uma conquista, assim como comumente fazem pessoas cis, inclusive aqui no LinkedIn.

Acostumem-se com essa realidade, pois esse é um caminho sem volta. Nós, pessoas trans e travestis, cada vez mais, estaremos em posições humanizadas e de destaque.

Estamos restituindo cada uma das humanidades que historicamente nos foram negadas. E não vamos parar!

Não vejo essa mesma galera, que insiste em tratar o LinkedIn como monotemático e dizer o que pode ou não ser publicado por aqui, indo ditar regras em posts alheios sobre viagens, casas, religião, política e por aí vai.

Cadê a voz de vocês nesses casos? Ou a suposta indignação só bate quando se trata de nós?

Deixem as pessoas trans e travestis celebrarem suas conquistas em paz.
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“Mas isso não é coisa da mulher”

Quantas e quantas vezes mulheres ouvem isso, não é mesmo?!

Dizem que não podemos dirigir, que não podemos estar em posições e cargos historicamente masculinos.

Há uma série de limitações impostas pela sociedade e destinadas a nós, mulheres.

2023 e, mesmo ainda tendo muito a avançar, é satisfatório demais ver mulheres alçando espaços que diziam não ser para nós.
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98% dos profissionais entrevistados em uma pesquisa da State Remote Work afirmam que desejam trabalhar remotamente pelo resto de suas carreiras.

Bastante gente, não é mesmo?!

Tem sido curioso acompanhar as investidas do mercado para tentar, de todas as formas, deslegitimar a efetividade desse modelo de trabalho.

Já teve empresa de mobília (que trabalha com mobília de escritório) fazendo projeção inviesada para mostrar como nós, homeofficers, supostamente ficaríamos daqui 70 anos.

Não há outra justificativa para a imposição do trabalho presencial sobre funções que são facilmente executadas à distância além da lógica do “comando e controle”.

“Ah, mas times que não convivem presencialmente não se conectam, falta confiança, vínculo e sinergia”.

Na pandemia todo mundo deu um jeito de estabelecer vínculos, conexões, fomentar a sinergia e olha que o contexto era outro, muito mais sensível e desafiador que o de agora.

Mês que vem eu completo 1 ano trabalhando 100% de home office e o nível de conexão que tenho com meus pares/clientes é o mesmo de quando eu trabalhava de forma híbrida/presencial.

Cada empresa sabe - ou deveria saber - o que é melhor para o seu negócio e cultura. Não vou entrar nesse mérito.

Mas não dá para negar: o home office mudou a vida das pessoas para melhor e isso nem sou eu quem está dizendo, mas a pesquisa da State Remote Work citada acima.

Na minha perspetiva, acho bacana encontros e idas esporádicas ao escritório, seja para celebrações, eventos ou projetos específicos das áreas. Ver as pessoas é sempre bom.

Mas para a rotina de trabalho, nada melhor que não precisar passar perrengue em transporte público ou ter que acordar 4 horas antes de começar a trabalhar.
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Nada justifica você convencer um profissional a deixar a empresa que ele se encontra, tirá-lo de sua estabilidade e 1 mês depois demiti-lo, sob a justificativa de “layoff“ (demissão em massa).

Antes de contratar, reveja se o cenário da sua empresa permite. Fala-se tanto em estratégia, mas e o fator humano? Virar a vida das pessoas de cabeça para baixo não é justo.
O dinheiro é a principal causa de estresse no Brasil, atingindo 58% dos brasileiros.

Isso quem diz não sou eu, mas a 6ª edição da pesquisa anual “Global Investor Pulse”, elaborada pela BlackRock.

A pesquisa foi lançado em 2019 e analisa a relação entre saúde financeira e bem-estar.

O levantamento também diz que, no geral, a população tem uma visão positiva sobre o seu nível de bem-estar, mas o dinheiro aparece no topo da lista dos brasileiros quando o tema é estresse.

Com esse tipo de dado, fica nítido que bem-estar e qualidade de vida tem a ver não só com yoga e meditação, mas, também, com saúde financeira.

E não me leve a mal: não estou fazendo pouco caso do yoga, meditação ou qualquer outra atividade comumente atribuída à promoção da saúde mental e bem-estar no âmbito corporativo.

Acho que elas importam e muito.

Mas para boa parte da população essas atividades sequer são cogitadas, porque a inquietude com as dívidas é maior.

Meu objetivo aqui não é dizer que uma coisa anula a outra, mas trazer esse recorte social e econômico para a discussão.

Pode ter certeza: empresas com bons salários, plano de carreira e que reconhecem os profissionais, tudo isso aliado a uma cultura de respeito, humanidade e flexibilidade, com certeza saem na frente.

Viver bem, com conforto e dignidade é uma das formas mais almejáveis de qualidade de vida e bem-estar.
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Eu amo quando um meme, além de fazer rir, gera críticas sociais através do humor.

Nos últimos dias uma série de vídeos viralizaram no tico teco onde uma mulher aparece alertando os turistas sobre furtos em Veneza, na Itália.

Nos vídeos, a mulher aparece gritando: “Attenzione pickpocket!“ ou “Attenzione
borseggiatrici!“, que em português significam “Atenção, batedores de carteira”.

Como o brasileiro é rei na arte de criar memes, várias versões estão surgindo com a frase proferida pela mulher.

Até o momento essa do “descobrimento do Brasil” foi a que mais gostei.

Já vi a galera usando para se referir às premiações do Oscar consideradas como “roubos”, às empresas de venda de ingresso e até ao famoso episódio do acelerador da Gretchen na Fazenda.

E vocês: estão por dentro desse novo meme
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MUITO PRAZER: NATHÁLIA AMANCIO FERNANDES É O MEU NOME!

Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida.

O que sinto neste momento é um misto de alívio, superação, orgulho e muita, mas muita felicidade.

Ontem eu peguei a minha minha nova certidão de nascimento e, junto com ela, eu sinto que renasci, que 27 de julho passa a ser, também, a data do meu aniversário.

Receber a minha nova certidão de nascimento com o meu nome e gênero retificados tem um significado indescritível.

Eu sinto que estou tirando um grande peso das minhas costas. Que alívio!

Eu não poderia deixar de mencionar e agradecer as travestis e pessoas trans pioneiras que possibilitaram, através de suas vivências e militância, que hoje eu, uma mulher trans, consiga retificar meu nome e gênero sem precisar do aval da medicina.

Para quem não sabe, até 2018 só era possível uma pessoa trans mudar o nome e gênero nas documentações caso tivesse realizado a cirurgia de redesignação sexual.

Não poderia deixar de reforçar que esses direitos são preciosos, garantem a nossa cidadania e dignidade, mas que não podemos permitir que eles sejam ameaçados.

O meu nome é Nathália, com ou sem retificação, mas é maravilhoso o sentimento de olhar para esse documento e visualizar a validação legal de quem eu sou.

25 anos depois eu respiro aliviada por saber que, com muito esforço e renúncias, essa luta eu venci.

Não é fácil ser uma mulher trans em um país como o Brasil, mas escolher quem eu sou, a Nathália, foi e continua sendo a minha melhor escolha.
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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL AFROCENTRADA

Essas fotos incríveis, apesar de tão realísticas, não são reais.

Elas são fruto de inteligência artificial afrocentrada desenvolvida pelo cineasta, criador multimídia e desenvolvedor de realidade virtual nigeriano, Malik Afegbua.

Malik é o CEO da “SlickCity Media”, que segundo o seu site é “uma empresa de produção 360 voltada para cada aspecto da mídia, desde produção de filmes/tv, consultoria e serviços criativos, tecnologias de mídia, publicações e assim por diante”.

As fotos em questão fazem parte do projeto “A fashion for the seniors”, que visa dar destaque às pessoas sub-representadas midiaticamente e romper com a norma.

Dá para ver pelas fotos o quanto o trabalho de Malik é minimalista e se atenta aos detalhes, desde os acessórios que os modelos usam até às expressões faciais, típicas das passarelas.

Em tempos em que a tecnologia tem sido utilizada como uma ferramenta de reforço do racismo (leiam o livro Algoritmos da Opressão), ver o trabalho de Malik e a forma como ele usa a inteligência artificial para exaltar a cultura afro é revigorante.

O @ dele na rede ao lado é slickcityceo.

Vão lá conferir o trabalho incrível que ele desenvolve.
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O LinkedIn disponibilizou mais uma opção de reação: o divertido.

Agora assim temos emoji adequado para reagir às vagas de estágio que pedem experiência ou quando dizem que 13º salário e férias são benefícios.

E para vocês? A atualização já está disponível no seu aparelho?
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Nome social de pessoas trans e travestis não é privilégio ou mordomia. É DIREITO.

Toda empresa que contrate uma pessoa trans/travesti tem por obrigação adotar o nome social dela nos acessos internos sem ligação com instâncias governamentais e crachá.

É sempre bom lembrarmos disso.
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Ideais simples e geniais!

Quantos vendedores não “perdem a vez” por ir atender clientes que “só estavam de olho”?

Quantos clientes, por vezes, só querem comprar o que já têm em mente, sem precisar de atendimento?

Essa iniciativa evita desgaste e direciona o atendimento para quem, de fato, deseja.

Adorei!
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É lindo, revolucionário e um show de talento, persistência e disciplina.

Rebeca se tornou a mulher brasileira com o maior número de medalhas olímpicas. Que ótimo dia para ser brasileira 🇧🇷
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Vocês já conhecem a proposta “Licença Maria da Penha”?

Dizem que nós, mulheres trans e travestis, estamos ameaçando os direitos das mulheres.

Não é verdade.

O projeto de lei proposto por Érika visa dar suporte às mulheres, no plural, vítimas de violência doméstica.

O benefício seria concedido mediante apresentação da concessão da medida protetiva de urgência ou boletim de ocorrência ao empregador.

A proposta foi feita por uma travesti para todas as mulheres. Se estivéssemos aqui apenas com o objetivo de “roubar os direitos das mulheres”, uma travesti jamais iria propor algo do tipo.

Mas a verdade é que não somos egoístas. Podem notar: as travestis e pessoas trans eleitas têm projetos de leis que pensam no todo, não só na população trans.

É na prática que demonstramos a incoerência dos discursos que nos atacam.

📸 Planetafoda
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Por mais filhos de pessoas pobres ocupando as universidades, se formando e provendo conforto e dignidade para suas famílias.

“A casa grande surta quando a senzala aprende a ler”.
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Não, não existe “heterofobia”.

Um casal de homens gays denunciou uma empresa por ela ter se negado a fazer um convite de casamento.

O motivo? Os donos da papelaria alegaram que não fazem “convites homossexuais”, em função de questões religiosas. Aliás: o que seriam “convites homossexuais”?

Uma vez que o casal de homens gays publicou sobre o ocorrido e a notícia ganhou as redes, os donos da papelaria publicaram uma nota de repúdio, onde levantaram a questão da “heterofobia”.

“Quando começamos a nossa empresa, estabelecemos princípios dos quais lutaremos até fim, independentemente da maioria da sociedade ou qualquer baboseira dessas que todo mundo tem falado hoje em dia”, disseram os donos da empresa em um trecho da nota de repúdio publicada no perfil da marca - que já foi apagada, mas o print é eterno.

Nem vou entrar no mérito se a empresa tem ou não o direito de negar atendimento ao casal por serem homossexuais. A lei e o código do consumidor dão conta de responder isso.

Muitas pessoas estão alegando que não se trata de homofobia, que o casal teria o direito de negar o atendimento aos rapazes por serem homossexuais.

Façamos o exercício de trocar “homossexual” por qualquer outro grupo social que sofre constantemente com discriminação. A reação das pessoas não seria diferente? Fato é que a homofobia ainda é naturalizada e tratada por muitos não como uma forma de opressão, mas “mimimi”, “liberdade de expressão” ou coisas do tipo.

Mas sobre a suposta “heterofobia” que o casal alega estar sofrendo por conta da reação do público, isso não faz o menor sentido.

Nenhuma pessoa heterossexual é vitimada por crimes de ódio por ser heterossexual, tampouco tem suas oportunidades ceifadas ou limitadas apenas por ser heterossexual.

Ser heterossexual, aliás, é a regra, o desejável, aquilo que a sociedade espera enquanto orientação afetivo-sexual dos indivíduos. Ninguém é discriminado apenas por ser heterossexual.

Posicionamento antiLGBTfóbico é diferente da falaciosa “heterofobia”.

É cansativo ter que retomar esse tipo de debate, que já deveria ter sido superado, mas ainda se faz necessário, dada toda essa realidade.

E quanto ao casal: que recorram às vias legais e tenham o casamento mais especial e memorável possível. Chega de banalização da homofobia.

📸 Autoria desconhecida. Se conhecer a pessoa responsável pela criação da imagem, me sinalize, por favor.
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COMEMOREM COMIGO MAIS ESSA CONQUISTA: FUI HOMENAGEADA EM UMA EXPOSIÇÃO

Enquanto escrevo esse texto, não consigo emanar outra coisa além de felicidade, gratidão e muita emoção.

Quando eu imaginei que faria parte de uma exposição? Quando eu imaginei que seria homenageada dessa forma? Quando eu imaginei que teria uma arte minha produzida por um artista?

É REAL!!!!!

E a parte mais incrível e simbólica de tudo isso é saber que estou ali representando a sigla T e todas as pessoas trans, sejam elas mulheres ou homens trans, travestis, transmasculinos ou pessoas não-binárias.

Que sentimento único e surreal é poder ser homenageada por ser quem você é.

Sem dúvidas, esse dia vai ter um lugar cativo na minha memória até o último dia de minha existência.

Essa obra de arte linda e tão singular faz parte da exposição “Perfil”, que foi desenvolvida em celebração ao mês do orgulho LGBTQIAP+ e está aberta para todo o público no Plaza Shopping Niterói.

Além de mim, a exposição traz uma série de celebridades que fazem parte da comunidade LGBTQIAP+. Tem Linn da Quebrada, Ludmilla, Pabllo Vittar, Elton Jhon, Paulo Gustavo, entre outros.

O artista que assina essa exposição é o genial Diego Moura.

Gostaria de agradecer ao Matheus Guedes e todo o time do Plaza Niterói pelo convite e pela exposição em si.

Fica aqui o meu convite para que vocês vejam a exposição e o trabalho incrível que foi feito.
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“O home office é a morte do tesão”.

Eu postei a imagem abaixo no ano passado, mas dado essa pérola, acho que ela faz mais sentido do que nunca.

Eu sigo rindo das múltiplas tentativas do mercado de cancelar o home office.

Qual vai ser a próxima?
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MEU ROXINHO COM MEU NOME CHEGOU!!!

Estou postando isso aqui, porque quero muito parabenizar o time da Nubank.

Meu cartão antigo estava com um nome com o qual não me reconheço e decidi solicitar a alteração à Nubank.

Tudo foi muito rápido! Eu entrei em contato com o time de suporte pelo aplicativo, solicitei a inclusão do meu nome social e prontamente fui atendida. Tudo foi resolvido em questão de minutos!

Em todo o momento o time de atendentes foi super atencioso comigo. Fiquei muito feliz e realizada com essa experiência.

Parabéns, time Nubank! É assim que você garante uma experiência incrível para o seu cliente.

A gente está sempre por aqui, com toda a razão, expondo situações de desrespeito que vivenciamos enquanto pessoas trans/travestis, mas é bom também compartilhar experiências positivas quando elas acontecem.

Só quem é trans/travesti entende o desconforto e infortúnio que é você olhar para documentos/cartões e ver um nome com o qual você não se identifica e não te representa.

Agora não preciso mais me preocupar com esse problema. Está bem grande ali: NATHÁLIA!
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É como diz minha mãe:

“Não é ajuda. É obrigação partilhada”.

Bom dia ☺️
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Uma das minhas maiores referências como jornalista se foi hoje.

Não sou de vir aqui postar sobre falecimentos, mas quando se trata de pessoas que me inspiraram, especialmente na jornada profissional, se faz preciso.

Glória Maria quebrou vários paradigmas e se tornou um dos maiores nomes do telejornalismo brasileiro.

Suas viagens ao redor do mundo, sua irreverência, profissionalismo e, sem dúvidas, os memes icônicos que gerou vão ficar marcados para sempre.

Glória serviu de referência para milhares de jornalistas como eu, especialmente para as meninas negras do nosso país que sonhavam em ser jornalistas.

Quem não lembra do vide dela conhecendo a Mirella, menina negra de origem humilde que sonhava em ser jornalista e tinha Glória Maria como inspiração?

Vá em paz, Glória. Você deixou um legado lindo aqui na terra.
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Não é que flores e bombons sejam ruins, mas é que há outras coisas que são prioritárias.

Aliás, enquanto uma mulher trans, dificilmente flores e bombons me são dados. Até isso é preciso ser levado em conta. Quais mulheres são homenageadas dessa forma?

É inegável os avanços que temos tido em relação às mulheres nas últimas décadas, mas ainda temos muito a conquistar e nossas demandas enquanto coletivo são urgentes.

Ah, e vale sempre o reforço: não somos nós, mulheres trans e travestis, as inimigas das mulheres cis. Aliás, transfobia e machismo bebem da mesma fonte.

Que possamos celebrar nossas diferenças e sermos solidárias umas às outras.
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POR FAVOR, PODE ME BLOQUEAR

Se você relativiza assédio, pode me bloquear

Se você invalida as identidades de pessoas trans, pode me bloquear

Se você acredita em racismo reverso, pode me bloquear

Se você acha que diversidade e inclusão é mimimi, pode me bloquear

Eu sou uma pessoa que defende o diálogo e a pluralidade de opiniões, desde que o seu ponto de vista não desrespeite a existência de ninguém.

Fonte da arte: Afront Lab
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😉
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E digo mais: nós, mulheres trans, quando manifestamos a vontade de adotar e vivenciar a maternidade, também somos julgadas e temos esse direito negado.

Ou seja: a sociedade vai sempre arrumar uma forma de culpabilizar mulheres, independentemente de suas escolhas.

Parece que a culpa é sempre nossa, mesmo não sendo….
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LEIAM ESSA MATÉRIA!

Mulheres trans e travestis, por prenderem com frequência a urina em função do preconceito e do medo de sofrer transfobia, acabam aumentando as chances de desenvolverem infecções urinárias.

Isso porque, para muitas de nós, ir a um banheiro público é um risco muito grande, passível de sofrer agressão e humilhação.

Alem disso, tem a questão da aquendação também. Sem o auxílio desse tipo de calcinha pensada para o corpo de uma mulher trans/travesti, aquendar torna-se algo bem desconfortável, por vezes feito com fita.

Na posição de profissional da saúde, que atendia mulheres trans e travestis com problemas renais por prender a urina, Silvana vislumbrou uma possibilidade de empreender e atender a demanda de um público tão esquecido e ignorado .

Que matéria linda. E que ser humano iluminado é Silvana 💕
Sobre a discussão da escala 6x1

Em “Vidas Lixadas: crime e castigo nas narrativas de travestis e transexuais”, Guilherme Gomes, o autor da obra, traz muitos conceitos e pensamentos do campo do serviço social para pensar seu objeto de estudo.

Eu quero trazer alguns dos conceitos que ele aborda no livro para pensar essa discussão em torno da escala 6x1.

Comecemos pela noção de “pobreza”. No livro, o autor defende que pobreza é um fenômeno complexo e multidimensional.

Isso significa dizer que, para além da insuficiência de renda, que seria o primeiro ou principal fator que muitos utilizariam para definir pobreza, ela também possui um nível de espiritualidade e de acesso a desejos e sonhos das pessoas, “expressando as vidas daqueles sujeitos que possuem pouco poder de decisão, de criação e de direção do curso de suas próprias histórias, o que faz com que seus projetos de vida sejam calcados com base nos interesses da classe dominante”.

O autor vai dizer que a pobreza não é apenas uma categoria econômica, expressada na carência de bens materiais, mas que também é uma categoria política que se traduz pela carência de direitos, de possibilidades e de esperança.

Como muitas pessoas já pontuaram, a escala 6x1 é exaustiva e tira da pessoa a possibilidade de coisas como bem-estar, qualidade de vida e produz, também, o processo de alienação. Afinal de contas, o trabalhador está tão cansado que sequer tem tempo de refletir sobre a sua própria realidade e condições materiais, sociais e culturais.

Eu trabalhei sob a escala 6x1 durante 3 meses nas Olimpíadas de 2016. Eu não tinha vida na época, mas eu vivi isso por apenas 3 meses, já que meu regime de contrato era temporário. A minha mãe, auxiliar de serviços gerais, está nessa há mais de 20 anos.

Ao tratar sobre essas questões que envolvem as noções de pobreza, alienação, subalternidade, o autor alerta: a subalternização não é estática, tampouco natural. Ela é fruto de uma realidade histórica que subjuga e tutela as classes que passam pela processo de subalternidade.

Abordar os grupos subalternizados a partir de uma perspectiva única de dominação seria o mesmo que negar a capacidade de agenciamento, articulação e organização política desses grupos.

Tanto se organizam e agenciam suas próprias pautas que esse movimento pelo fim da escala 6x1 foi proposto por uma pessoa que veio da classe trabalhadora e entende os impactos que esse regime de trabalho tem na vida do trabalhador.

Já diria Maria Carmelita Yazbek:

“A experiência trágica de pertencer às classes subalternizados significa construir trajetórias ligadas à exploração, pobreza, alienação e resistência”.

A resistência, nesse caso, está diretamente ligada à mobilização pelo fim da escala 6x1

E não para por aí: dá para trazer também o recorte da divisão sexual do trabalho para a discussão, mas pela limitação de carácteres fica pra uma próxima.

📸 @desenhosdonando
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Bom dia com essa imagem que fala por si só.

Amor, compreensão e apoio fazem toda a diferença na vida de uma pessoa LGBTQIAP+
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Sempre que eu recebo mensagens de pessoas aqui na rede dizendo que ainda escondem quem são por medo, penso que temos muito a fazer ainda.

O mercado de trabalho tem mudado se comparado há 10, 20 anos? Com certeza! Mas ainda há muito a se fazer.

Desde que comecei aqui, recebo mensagens de pessoas que se identificam como trans, mas têm medo de transicionar por receio de prejudicar a carreira; recebo mensagem de pessoas que dizem amar meu conteúdo, mas não curtem por medo do que as pessoas da empresa vão pensar.

Medo, medo, medo. Medo de ser quem é, de discordar, de defender seu ponto de vista de forma autêntica.

Enquanto essa for a tônica de muitos espaços de trabalho, coisas como produtividade e alta performance continuarão sendo impactadas negativamente.

Afinal de contas: como entregar 100% se uma parte significativa de quem eu sou precisa ser omitida?
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5 - O profissional CLT tá vivendo em função da primeira parcela do 13º salário
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