A meritocracia morreu? Deu ruim no Ketchup & Mostarda da HEINZ
Incidentes de fraude envolvendo empresas que pertencem (ou pertenciam) ao trio 3G tem tirado do armário uma série de ESQUELETOS.
Analisando o conceito puro de gestão meritocrática, o fundamento genuíno de metas e controles internos parece formidável. Todo mundo remando o barco na mesma direção.
A visão do grupo nos ano 90, com a grande jogada da década da cervejaria Brahma comprar a Antártica, deu uma notoriedade ao grupo de banqueiros, que aquela época enxergou de fato as sinergias (de custos e produção) das empresas combinadas, e mais ainda, do desperdício de dinheiro, a chamada #ineficiência, por conta de uma cultura de gastador(a) da concorrente.
O professor Falconi, criador do método que veio a ser copiado por tantas empresas (inclusive por mim), foi desdobrando o ambiente de metas até o chão de fábrica, com painéis de gestão a vista por todos os corredores das empresas. A ideia era deixar todo mundo na mesma página, e neurótico por resultados. Aqui começa o problema (e difícil de equacionar).
Quem nunca viu empresas represando despesas e investimentos a partir do mês de outubro do mês corrente? Os executivos querem bater a meta...e...a empresa pode estar sendo prejudicada. Imaginem uma operação pulsante precisando contratar mais gente para dar conta da demanda e o #COO barra qualquer aumento de custo. E tome hora extra (mais barato) e jornadas exaustivas, que irão trazer uma nova conta lá na frente, a materialização de passivo trabalhista. Mas, provavelmente ele não estará lá quando isso acontecer e o bônus foi garantido.
A Kraft Heinz tinha uma cultura orientada a produtos primeiramente, mesmo que tivesse preço maior do que a concorrência. O que o trio de senhores da 3G Capital imaginou foi = fizeram na #ambev. Compra a marca Stella Artois, adiciona um pouco mais de água, e “iremos economizar milhões e o consumidor não irá notar“.
Só que o público notou, e as pressas trouxeram o cara de marketing Miguel Patrício como #CEO em 2019, para tentar melhorar a imagem. A época
a Kraft Heinz valia menos de metade do que quando foi criada em 2015, através da fusão da H.J. Heinz e da Kraft Foods. Ele lutava com a queda nas vendas, baixas contábeis em algumas de suas marcas icônicas e o escrutínio dos investidores sobre seu modelo de negócios (saiu do posto em janeiro de 2024).
O equilíbrio em uma gestão eficiente de metas, que não direcione os executivos ao clássico conflito de interesses, e respeite a cultura da empresa em valores de longo prazo, é o jogo. Em um ambiente de lobos e investidores sedentos por melhoria constante nos resultados parece jogar o ambiente contra isso.
Qual sua percepção? 👇 👇
#meritocracia #fusões #metas
Incidentes de fraude envolvendo empresas que pertencem (ou pertenciam) ao trio 3G tem tirado do armário uma série de ESQUELETOS.
Analisando o conceito puro de gestão meritocrática, o fundamento genuíno de metas e controles internos parece formidável. Todo mundo remando o barco na mesma direção.
A visão do grupo nos ano 90, com a grande jogada da década da cervejaria Brahma comprar a Antártica, deu uma notoriedade ao grupo de banqueiros, que aquela época enxergou de fato as sinergias (de custos e produção) das empresas combinadas, e mais ainda, do desperdício de dinheiro, a chamada #ineficiência, por conta de uma cultura de gastador(a) da concorrente.
O professor Falconi, criador do método que veio a ser copiado por tantas empresas (inclusive por mim), foi desdobrando o ambiente de metas até o chão de fábrica, com painéis de gestão a vista por todos os corredores das empresas. A ideia era deixar todo mundo na mesma página, e neurótico por resultados. Aqui começa o problema (e difícil de equacionar).
Quem nunca viu empresas represando despesas e investimentos a partir do mês de outubro do mês corrente? Os executivos querem bater a meta...e...a empresa pode estar sendo prejudicada. Imaginem uma operação pulsante precisando contratar mais gente para dar conta da demanda e o #COO barra qualquer aumento de custo. E tome hora extra (mais barato) e jornadas exaustivas, que irão trazer uma nova conta lá na frente, a materialização de passivo trabalhista. Mas, provavelmente ele não estará lá quando isso acontecer e o bônus foi garantido.
A Kraft Heinz tinha uma cultura orientada a produtos primeiramente, mesmo que tivesse preço maior do que a concorrência. O que o trio de senhores da 3G Capital imaginou foi = fizeram na #ambev. Compra a marca Stella Artois, adiciona um pouco mais de água, e “iremos economizar milhões e o consumidor não irá notar“.
Só que o público notou, e as pressas trouxeram o cara de marketing Miguel Patrício como #CEO em 2019, para tentar melhorar a imagem. A época
a Kraft Heinz valia menos de metade do que quando foi criada em 2015, através da fusão da H.J. Heinz e da Kraft Foods. Ele lutava com a queda nas vendas, baixas contábeis em algumas de suas marcas icônicas e o escrutínio dos investidores sobre seu modelo de negócios (saiu do posto em janeiro de 2024).
O equilíbrio em uma gestão eficiente de metas, que não direcione os executivos ao clássico conflito de interesses, e respeite a cultura da empresa em valores de longo prazo, é o jogo. Em um ambiente de lobos e investidores sedentos por melhoria constante nos resultados parece jogar o ambiente contra isso.
Qual sua percepção? 👇 👇
#meritocracia #fusões #metas