No começo eu também achava que growth era mídia paga.

Eu comecei minha jornada de growth no Google, atendendo as principais startups brasileiras na época que elas precisavam crescer loucamente.

E parte fundamental do crescimento de fato era operar bem mídia paga.

Mas vão acontecendo coisas tipo:
- você otimiza tudo que dá, mas mesmo assim não consegue incrementalidade;
- Bota muito usuário pra dentro do app, mas ninguém transaciona, não gera receita;
- dá cupom, taxa menor, e mesmo assim não converte;
- Ou é um balde furado muito louco, bota dinheiro, usuário entra no produto, mas churnam rápido

E aí você vai investigando e descobre que pra gerar Growth, Crescimento de fato, a disciplina vai pra bem além de só operar mídia paga.

Comecei a notar coisas tipo:
- Porque será que algumas empresas que tem marca mais forte o CAC é menor? A jornada de aquisição é mais curta?
- Campanha otimizada, site ruim. Não converte.
- Porque quando o onboarding é bom, o usuário retém e aumenta LTV?
- Criativos melhores, geram melhores resultados de conversão

E daí que a ficha vai caindo, conforme você vai entendendo de outras variáveis, vai ficando mais claro onde que estão as oportunidades reais de montar o crescimento.

Hoje a definição que eu mais curto sobre growth é: Growth é aplicar o método científico em algum KPI. (do Steven Dupree)

Mas certeza que ainda tem muita coisa pra estudar, operar e aprender.

Pelo menos uma vez por mês eu estudo alguma coisa no Reforge, ouço algum podcast ou troco umas msgs com o Antoine Curti, sparring partner pra temas de Growth.

E o convite é o de sempre: manter a mente de principiante, sempre disposto a aprender, ouvir um novo ponto de vista.

Se a gente começa a achar que sabe muito, deve ser o momento que vale ampliar os conceitos e ver se tem algo mais pra estudar, aprender, trocar com alguém.

Boa semana!